O que mora comigo é a coragem e essa vontade de você. Que espanta, assusta, arranha, que agora o tempo passou. O que mora aqui dentro é o lá fora cheio de olhares que nunca mais vão chegar a mim e isso me mata aos poucos. Tenho milhões de beijos guardados que vão virar tatuagens ou sambas ou essa mácula. O que eu faço com eles? O que eu faço com vc tão pequeno, tão medroso, tão me querendo sem saber, sem deixar, sem se permitir experimentar? O que eu faço com um milhão de paixões que a vida vai arrastar pro meu coração de cera? Quero fazer música, um copo com gelo, papéis rasgados, uma mesa e uma janela de cara pra lua. Quero chegar tarde e lavar o amargo da alma num banho frio, você do lado, os outros todos que nunca mais virão eu quero sentar e esperar por eles. E fazer poesia pra eles com ódio do tempo que não tô sabendo engolir. E está me sufocando essa felicidade que veio que não me deixa mais escrever. E está me matando esse monte de cores refletindo o agora e destruindo o ocre do antes, do outro tempo que era vazio e me deixava no chão, completamente cinza. O que mora comigo é seu cheiro que eu nunca vou conhecer, que nunca mais vou querer pra mim porque tenho 25 coragens e poeira no dorso das mãos de esperar o nada, de me apaixonar pelo nada, de amar tudo o que passou só no dia seguinte. O que mora comigo pra sempre é sua saliva estranha na minha boca, que me invade, me agride, me força a não mais te querer. E vou descendo a rua cantando na cabeça o samba que ainda não fiz pra você porque seu medo calou minha voz de cantar. Burro, medíocre, estúpido, imbecil e louvado seja você. Que é inho, pequenininho, feinho, pobrinho e trouxe pra mim a verdade da pele, escancarou meu medo, esfregou na minha cara minha pateticidade que tava escondida debaixo do batom. Apareceram os sulcos, a lágrima, o frio, o horror e essa coisa ridícula que é ter a alma pra sempre lá fora, sem morar em corpo algum. O que mora comigo, de agora em diante, é essa verdade que você me deu. Vê se some e leva com você esse espelho, essa imagem borrada de mim no fundo do seu olho, esse hálito de chiclete de menta e essa falha na barba que sou mulher demais pra você. O que mora comigo é o outro lado da rua e não cabe seu passo torto e desengonçado nessa minha cidade. E nunca mais amorteço sua queda com meu olho lindo de mil verdades, com meu macio excessivo que te faz ter nojo. Some com seu corpo magro e infantil da minha porta e leva embora aquele não ridículo que você gritou pra mim, mesmo sabendo que no fundo era sim.
Love Street
:: She lives on love street :: Lingers long on love street :: She has a house and garden :: I would like to see what happens ::
sábado, 12 de maio de 2012
domingo, 20 de novembro de 2011
Renew
Queria te pedir desculpas por ter fraquejado. E não ter entendido o seu erro e não ter aceitado o que você é. Desculpa por eu ter tido vontade de voltar atrás, mesmo depois de tanto tempo.
Como toda escolha já feita, o retorno nunca estará lá na frente. Ele simplesmente não existe. E já que é assim, o erro foi meu em não compreender. Por mais complicado que seja dentro de mim aceitar, consigo agora ver que a culpa é minha. Eu que fui imaginando um caminho cheio de vindas. Caminhos só são de ida. Quando tem volta, geralmente não prestam.
Me desculpa por não ter entendido que você não era como eu tava imaginando, lá atrás, quando eu ainda tinha chance de errar.
Fazer esses trinta aqui é entender que a gente nem é feito de pessoas. Na verdade, a gente é feito de escolhas. E escolha feita, vida segue. Do jeito que vem lá pra gente. Não tem dinheiro, emprego, maquiagem, banho, carro, nada... nada que consiga tirar da reta a consequência das nossas escolhas. Por isso que muita gente escolhe dois. Escolhe pela metade. Mas escolhas de verdade exigem dedicação total. Não tem como parar na encruzilhada e seguir pros dois lados. A não ser que você escolha, mais uma vez, seguir pela metade.
Eu sempre escolhi seguir por inteiro. E mesmo que por agora esteja um cado despedaçada, quando te vi, era eu de corpo e alma alí seguindo. Então desculpa não ter te abraçado na hora que você precisou. Mas é que nem eu estava lá, entende?
Pra falar a verdade, eu não estou aqui há muito tempo. Porque fui vendo que escolher é se mudar. Quando a gente se muda, a gente se perde. Portanto, escolher é não se reconhecer o tempo todo. Isso é difícil de um tanto que você não imagina. Mas ainda assim dá orgulho. Difere a gente das outras pessoas que andam tortas, que vão um cado pra lá outro pra cá. O foda da coisa é se ir inteirinho, pra onde quer que seu dedo aponte. Sem medo. Isso faz da gente uma coisa assim, inteira, grande, honesta.
Bonita por fora eu já fui até. Mas eu sabia que ia passar. Sempre soube. Essas escolhas me fazem é bacana por dentro, rejuvenescem minha alma mais que qualquer renew.
E daí que fiquei brava, quis ir embora, quis voltar lá pra onde eu estava quando você chegou. Imaturidade minha. Nada se volta não. Tentar voltar é se voltar contra a gente. Daí respirei 2 dias e 3 noites e vim aqui te pedir desculpas. Porque eu te amo por tudo o que você é. Do jeito que você é. Não tem como mudar isso, mesmo quando você mesmo erra de caminho, entende?
É grande ser eu, é pesado. Já te falei. As pessoas falam assim: nossa, como você exagera. Como você é intensa... Eu sei disso tudo. Sinto em cada célula e cada neurônio que vai perdendo a sinapse dia após dia o que é ser inteira. Mas fazer o que? Caminho escolhido, vida pra frente.
Quando você fez o que fez, um bando de coisa mudou dentro de mim. O caminho não. A escolha não. É isso o que torna tudo tão dolorido, tão complicado. Mas não há absolutamente nada a ser feito. A dona da minha vida continua sendo eu. O que mudou dentro de mim terá de ser trabalhado, apenas isso. O desafio é não perder a cor. A esperança no outro e mas mais ainda em mim.
Cheguei até aqui me sendo até o talo. Não é na hora que a coisa complica que vou desistir. Lembra que te contei que eu sabia amar pra fora? Então é isso. Meu amor sai de mim e vai até você, passa por tudo a nossa volta e torna a chegar em mim.
O desafio é ter tesão na vida até nosso último dia respirando. Eu ainda tô aqui... vendo, escolhendo, pensando. E vou seguir te amando, de perto ou de longe, porque não seria a primeira vez que eu iria embora mesmo amando muito alguém. É que nada me prende, sabe? Salvo a minha escolha.
Então, mais uma vez tenho que ficar. A escolha foi feita por mim mesma. Agora é hora de honrar isso tudo apenas indo dormir e esperando chegar o outro dia.
E sei que vai chegar outro dia com o mesmo você. Mas o legal é que eu não vou ser a mesma. Amanhã acordo outra... e é então que a vida acontece.
Me desculpa então por não ser mais a mesma... e me perdoa desde então se as coisas forem mudando. A vida sempre me fez fiel apenas às minhas escolhas. E então é chegada a hora de seguir sendo tudo aquilo que me tornarei no dia seguinte.
E agora, cabe a você escolher se vai ficar comigo, com o que me transformei, quando escolhi ficar com você.
Como toda escolha já feita, o retorno nunca estará lá na frente. Ele simplesmente não existe. E já que é assim, o erro foi meu em não compreender. Por mais complicado que seja dentro de mim aceitar, consigo agora ver que a culpa é minha. Eu que fui imaginando um caminho cheio de vindas. Caminhos só são de ida. Quando tem volta, geralmente não prestam.
Me desculpa por não ter entendido que você não era como eu tava imaginando, lá atrás, quando eu ainda tinha chance de errar.
Fazer esses trinta aqui é entender que a gente nem é feito de pessoas. Na verdade, a gente é feito de escolhas. E escolha feita, vida segue. Do jeito que vem lá pra gente. Não tem dinheiro, emprego, maquiagem, banho, carro, nada... nada que consiga tirar da reta a consequência das nossas escolhas. Por isso que muita gente escolhe dois. Escolhe pela metade. Mas escolhas de verdade exigem dedicação total. Não tem como parar na encruzilhada e seguir pros dois lados. A não ser que você escolha, mais uma vez, seguir pela metade.
Eu sempre escolhi seguir por inteiro. E mesmo que por agora esteja um cado despedaçada, quando te vi, era eu de corpo e alma alí seguindo. Então desculpa não ter te abraçado na hora que você precisou. Mas é que nem eu estava lá, entende?
Pra falar a verdade, eu não estou aqui há muito tempo. Porque fui vendo que escolher é se mudar. Quando a gente se muda, a gente se perde. Portanto, escolher é não se reconhecer o tempo todo. Isso é difícil de um tanto que você não imagina. Mas ainda assim dá orgulho. Difere a gente das outras pessoas que andam tortas, que vão um cado pra lá outro pra cá. O foda da coisa é se ir inteirinho, pra onde quer que seu dedo aponte. Sem medo. Isso faz da gente uma coisa assim, inteira, grande, honesta.
Bonita por fora eu já fui até. Mas eu sabia que ia passar. Sempre soube. Essas escolhas me fazem é bacana por dentro, rejuvenescem minha alma mais que qualquer renew.
E daí que fiquei brava, quis ir embora, quis voltar lá pra onde eu estava quando você chegou. Imaturidade minha. Nada se volta não. Tentar voltar é se voltar contra a gente. Daí respirei 2 dias e 3 noites e vim aqui te pedir desculpas. Porque eu te amo por tudo o que você é. Do jeito que você é. Não tem como mudar isso, mesmo quando você mesmo erra de caminho, entende?
É grande ser eu, é pesado. Já te falei. As pessoas falam assim: nossa, como você exagera. Como você é intensa... Eu sei disso tudo. Sinto em cada célula e cada neurônio que vai perdendo a sinapse dia após dia o que é ser inteira. Mas fazer o que? Caminho escolhido, vida pra frente.
Quando você fez o que fez, um bando de coisa mudou dentro de mim. O caminho não. A escolha não. É isso o que torna tudo tão dolorido, tão complicado. Mas não há absolutamente nada a ser feito. A dona da minha vida continua sendo eu. O que mudou dentro de mim terá de ser trabalhado, apenas isso. O desafio é não perder a cor. A esperança no outro e mas mais ainda em mim.
Cheguei até aqui me sendo até o talo. Não é na hora que a coisa complica que vou desistir. Lembra que te contei que eu sabia amar pra fora? Então é isso. Meu amor sai de mim e vai até você, passa por tudo a nossa volta e torna a chegar em mim.
O desafio é ter tesão na vida até nosso último dia respirando. Eu ainda tô aqui... vendo, escolhendo, pensando. E vou seguir te amando, de perto ou de longe, porque não seria a primeira vez que eu iria embora mesmo amando muito alguém. É que nada me prende, sabe? Salvo a minha escolha.
Então, mais uma vez tenho que ficar. A escolha foi feita por mim mesma. Agora é hora de honrar isso tudo apenas indo dormir e esperando chegar o outro dia.
E sei que vai chegar outro dia com o mesmo você. Mas o legal é que eu não vou ser a mesma. Amanhã acordo outra... e é então que a vida acontece.
Me desculpa então por não ser mais a mesma... e me perdoa desde então se as coisas forem mudando. A vida sempre me fez fiel apenas às minhas escolhas. E então é chegada a hora de seguir sendo tudo aquilo que me tornarei no dia seguinte.
E agora, cabe a você escolher se vai ficar comigo, com o que me transformei, quando escolhi ficar com você.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Do alto de mim
A Marcela está aprendendo a ficar calada. E a aceitar o silêncio covarde dos que se vendem. A Marcela está aprendendo que quem tem estrada precisa é só de chão pra pisar e seguir em frente. Já quem tá no chão, precisa pisar em algo pra subir. O tempo é bumerangue e volta com tudo o que se joga. Eu jogo o meu melhor. Hoje eu me calei, me resignei, me curvei pra ir bem alto.
A Marcela tá vendo que quem tem amor tem tudo e que poder é o vício dos que vieram sem nada. Eu vim comigo e vou ficar: Ô abre alas que a história vai contar...
A Marcela tá vendo que quem tem amor tem tudo e que poder é o vício dos que vieram sem nada. Eu vim comigo e vou ficar: Ô abre alas que a história vai contar...
sábado, 25 de junho de 2011
o gosto da essência
Quando mais nova, eu comia a vida em mordidas enormes;
esfomeada, engolia pedaços dantescos, sem parar pra sentir o gosto.
Voraz e sem limite, eu provava tudo com uma fome que ninguém entendia...
Hoje ando absolutamente satisfeita, indigesta de tudo o que vejo.
Será que me saciei de vez?
Ou é mesmo a vida essa pudim de nada?
esfomeada, engolia pedaços dantescos, sem parar pra sentir o gosto.
Voraz e sem limite, eu provava tudo com uma fome que ninguém entendia...
Hoje ando absolutamente satisfeita, indigesta de tudo o que vejo.
Será que me saciei de vez?
Ou é mesmo a vida essa pudim de nada?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
casamentos
3/1/11: peço licença
e me permito outro desafio
começar tudo de novo por um fio
repraticar o erro até acertar
repraticar o erro e de novo errar
não importa
a gente sabe q é amor
quando se renova
a vontade de tentar...
e me permito outro desafio
começar tudo de novo por um fio
repraticar o erro até acertar
repraticar o erro e de novo errar
não importa
a gente sabe q é amor
quando se renova
a vontade de tentar...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Quebra-cabeças
Hoje você me fez entender que somos de uma mesma caixa: nunca houve felicidade mais completa.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Personal Virna Lisi is here
eu quero essa mulher assim mesmo
eu quero, eu quero, essa mulher assim mesmo
baratinada embriagada
alucinada intoxicada
descabelada desafinada
despenteada desentoada
eu quero, eu quero, essa mulher assim mesmo
baratinada embriagada
alucinada intoxicada
descabelada desafinada
despenteada desentoada
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